A cidade de São Paulo registrou 100 milímetros acumulados de chuva nos primeiros dez dias de setembro, volume 51,5% superior à média mensal de 66 milímetros. Diante do cenário e da previsão de tempestades até sábado (12), o governo estadual instalou um gabinete de crise para acelerar a resposta a ocorrências.
A instabilidade é causada por um ciclone extratropical formado no Sul, que afeta o território paulista, incluindo o interior e o litoral. O gabinete de crise reúne representantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, SP Águas, agências reguladoras de transporte e serviços públicos, além de concessionárias de energia, água, gás e telefonia.
Na tarde desta quinta-feira (10), a capital registrou rajadas de vento acima de 50 km/h. Em Campinas, a defesa civil municipal informou alagamentos, quedas de árvores e de muros em diversos bairros. Em Itapecerica da Serra, houve deslizamentos de terra, desmoronamento de muro e alagamentos. Não houve registro de vítimas nessas cidades.
A previsão indica maior risco de tempestades entre a tarde e a noite de sexta-feira (11). A Defesa Civil não descarta a ocorrência de tornados em áreas isoladas e microexplosões, que são descargas de ar frio capazes de provocar ventos em velocidades muito altas. Pancadas de chuva, vento e granizo são esperados em Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Registro e parte de Sorocaba.
No trânsito, a Rodovia Régis Bittencourt teve alagamento no km 286, sentido São Paulo, na tarde de quinta-feira. Em Caraguatatuba, o trecho da Serra Antiga da Tamoios foi fechado a partir das 19h, com o tráfego operando em esquema de comboio entre o litoral e São José dos Campos.


