A dinâmica de partidas de golfe em Goiânia, que podem durar até quatro horas, tornou-se um ambiente para a realização de networking e fechamento de parcerias entre empresários. O movimento ocorre no Goiânia Clube de Golfe, única estrutura oficial de 18 buracos no estado, atraindo marcas de luxo interessadas no perfil dos praticantes.
A Associação Goiana de Golfe (AGG) contabiliza 105 jogadores cadastrados, dos quais cerca de 70 são ativos. Segundo o presidente da AGG, Michel Thó, o tempo prolongado de caminhada entre as tacadas permite conversas extensas sobre diversos assuntos, transformando a rodada em uma reunião informal em movimento.
O perfil dos frequentadores despertou o interesse de montadoras como Porsche, Audi e BYD, que expuseram veículos durante torneios na capital. A empresa de investimentos Highpar também patrocinou competições e, conforme informou Thó, conseguiu conquistar novos clientes por meio da presença no esporte.
O Goiânia Clube de Golfe ocupa 76 hectares e possui padrão internacional, sendo classificado como Championship Course. A diretora de marketing Gabriela Rizzo afirmou que a estrutura é a única de seu tipo em Goiás e nos estados vizinhos, exceto por campos não oficiais em Rio Verde.
Embora associado à alta renda, representantes da modalidade dizem que o início na prática não exige equipamentos caros. As aulas individuais custam em média R$ 250 por hora, e uma bolsa básica de tacos varia entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil. O professor José Marcos explicou que o layout do clube é o 16º do Brasil entre cerca de 130 campos oficiais.
A convivência entre os praticantes se estende a viagens, com a participação em cerca de 20 torneios anuais em estados como Rio Grande do Sul, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. Thó relatou que grupos de jogadores costumam combinar turismo e esporte, citando viagens recentes de 15 casais para o Uruguai.


