A derrota por 2 a 1 para o Brusque, nesta quinta-feira (10), na estreia do quadrangular da Série C, aumentou a pressão sobre o técnico Júnior Rocha no Paysandu. O treinador enfrenta cobranças da torcida devido aos resultados negativos e à vulnerabilidade do sistema defensivo da equipe.
A insatisfação dos torcedores cresceu após derrotas consecutivas para o Maringá-PR, na última rodada da primeira fase, e para o Brusque. Parte dos apoiadores defende a troca do comando técnico, alegando que o treinador não consegue mais extrair o melhor desempenho do elenco.
O setor defensivo é o ponto central das críticas. O Paysandu sofreu 29 gols em 20 partidas disputadas nas duas fases da Série C, o que torna a equipe a segunda defesa mais vazada do torneio. Apenas o Maringá-PR sofreu mais gols, com 30 marcações adversárias durante a primeira etapa do campeonato.
As escolhas de escalação de Júnior Rocha também são questionadas. A substituição do zagueiro Lucas Rodrigues por Gustavo Henrique durante o jogo contra o Maringá desagradou a torcida, já que a equipe sofreu um gol após a mudança. Gustavo Henrique voltou a ser titular contra o Brusque e o time novamente foi vazado.
Para tentar conter a crise, o técnico sinalizou o retorno de Lucas Rodrigues na próxima partida. Rocha avalia também a volta ao esquema tático 3-5-2, buscando maior proteção à defesa e melhor funcionamento do meio-campo e do ataque.
O Paysandu enfrenta a Ferroviária no domingo, fora de casa, em busca de reação na segunda fase. A formação trabalhada nos treinamentos conta com Gabriel Mesquita; Lucas Rodrigues, Castro e Pedro Carrerête; Edílson, Pedro Henrique, Caio Melo, Marcinho e Renan Castro; Kleiton Pego e Ítalo.


