A produtora do filme “Dark Horse”, Karina Ferreira da Gama, informou que entregou mais de 20 mil laudas de documentos à Polícia Federal (PF) antes da operação realizada nesta quinta-feira (10). A medida ocorreu após solicitação do órgão na sexta-feira (4) e visa colaborar com a investigação sobre o financiamento da obra.
A Operação Make Up apura suspeitas de irregularidades nos recursos usados no longa sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a origem e a destinação das verbas. A PF afirma que as investigações indicam a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados.
Segundo a corporação, o grupo teria direcionado valores para empresas subcontratadas sem a comprovação da prestação dos serviços. As tentativas de dissimular esses desvios teriam ocorrido até julho deste ano. A defesa de Karina Gama declarou que a entrega espontânea dos documentos prova a boa-fé e a lealdade processual da empresária.
Nesta quinta-feira (10), os advogados de Karina protocolaram uma reclamação constitucional no STF. A peça questiona aspectos processuais da operação, sem discutir o mérito da investigação, com o objetivo de assegurar a competência do juiz natural e a autoridade das decisões da presidência da Corte.
Karina é proprietária da Go Up Entertainment e preside o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ambos já investigados por contratos públicos e financiamento do filme. Em maio de 2026, mensagens extraídas de aparelhos celulares revelaram áudios do senador Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro para bancar a produção.
O tema ganhou relevância na disputa eleitoral para a Presidência da República. Flávio Bolsonaro é o principal adversário do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre a um quarto mandato.


