O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), defendeu nesta quinta-feira (10) a contratação de novos empréstimos para o Estado. Em entrevista a veículos de comunicação locais, Cidade afirmou que as operações permitiriam a substituição de dívidas antigas por juros menores e a realização de investimentos em infraestrutura.
O governador atribuiu a senadores amazonenses o bloqueio de uma operação de crédito com o Banco Mundial. Segundo Cidade, a medida reduziria gastos em aproximadamente R$ 100 milhões inicialmente, com uma economia que poderia superar R$ 1 bilhão ao longo dos próximos oito anos. A proposta aguarda análise da Casa Civil da Presidência da República antes de seguir para o Senado.
Além da renegociação, o chefe do Executivo defendeu a contratação de R$ 1,4 bilhão com o Banco do Brasil. O recurso seria destinado a obras de pavimentação no interior e melhorias em unidades hospitalares. Cidade declarou que o estado possui condições fiscais para assumir novos compromissos, citando a classificação B+ do Tesouro Nacional.
O governador comparou a situação do governo estadual com a Prefeitura de Manaus, que contratou R$ 620 milhões em crédito. Ele informou que os prazos previstos para as operações do Estado já foram perdidos.
Sem citar nomes, Cidade responsabilizou a chamada velha política por dificultar as ações do governo. Ele mencionou que adversários políticos, entre eles os senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB), utilizam a força política para coagir e prejudicar a administração pública.


