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Economia

Agência Internacional de Energia prevê queda maior do petróleo em 2026

Carla Fernandes
Última atualização: 11 de setembro de 2026 09:10
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou a projeção de consumo mundial de petróleo para 2026, estimando agora uma queda de 2,5 milhões de barris por dia (bpd). O número é superior aos 1,6 milhão previstos anteriormente, reflexo do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (11).

A oferta total de petróleo deve recuar 5,7 milhões de barris por dia, totalizando 100,7 mb/d este ano. Em agosto, a estimativa de queda era mais branda, de 4,3 milhões de barris por dia. A AIE projeta que a produção se recupere em 8 milhões de barris por dia em 2027, ritmo inferior aos 8,3 milhões previstos no relatório anterior.

A demanda global deve ter recuperação de 2,6 milhões de barris por dia em 2027. O dado supera a estimativa de agosto, que previa alta de 2,4 milhões de barris para o mesmo período. A normalização dos fluxos foi adiada para o próximo ano devido às tensões diplomáticas.

A produção de refinarias atingiu 81,4 milhões de barris por dia em agosto, alta de 960 mil barris em relação ao mês anterior. O volume, porém, ficou 4,2 mb/d abaixo do registrado há um ano, com perdas na Rússia, no Oriente Médio e em economias importadoras da Ásia. A previsão é que a produção global diminua 2,6 mb/d em 2026.

A escassez de produtos refinados é considerada mais aguda do que a do petróleo bruto. O diesel, que representa quase 30% da demanda global, ultrapassou a marca de US$ 200 por barril nos Estados Unidos no início de setembro, valor 94% superior aos níveis pré-guerra. Europa e Ásia apresentam tendência similar.

As exportações de petróleo dos países do Golfo em agosto foram estimadas em 13 milhões de barris por dia, quase metade do volume registrado antes do conflito. A AIE informou que as perdas de petróleo bruto diminuíram para menos de 45%, auxiliadas por escoltas militares dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e fluxos alternativos.

TAGGED:AIEeconomia globalenergiamercado-de-combustiveisPetróleo
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