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PGR recorre ao STF para impedir a diminuição de recursos destinados a candidaturas pretas e pardas nas eleições

Amanda Rocha
Última atualização: 28 de agosto de 2024 21:12
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir que a PEC da Anistia reduza os recursos destinados às candidaturas de pessoas pretas e pardas. A PGR contesta a emenda constitucional que isentou os partidos de pagarem multas por descumprimento das cotas raciais e de gênero, alegando que a nova regra pode limitar o financiamento a esses candidatos, apesar do aumento no número de inscrições de pessoas negras nas eleições deste ano.

A proposta, promulgada recentemente, determina que os partidos devem destinar 30% do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral para candidaturas de pessoas pretas e pardas. No entanto, como os candidatos negros representam mais da metade do total de inscritos, a PGR argumenta que a distribuição proporcional poderia ultrapassar esse limite, assegurando uma alocação mais justa dos recursos. A emenda também possibilita que os partidos não sejam obrigados a alocar mais de 30%, mesmo que o percentual de candidatos negros seja maior.

A PGR alega que a nova emenda pode restringir a igualdade no financiamento eleitoral e que a mudança deve ser adiada devido ao princípio constitucional da anualidade eleitoral, que proíbe alterações nas regras eleitorais a menos de 12 meses das eleições. A PEC da Anistia foi rapidamente aprovada pelo Congresso e permite que as verbas não pagas sejam reinvestidas nas eleições seguintes, começando em 2026.

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