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Estudo aponta riscos do jejum intermitente para pacientes com câncer intestinal

Bianca Almeida
Última atualização: 2 de novembro de 2024 06:58
Bianca Almeida
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Tempo: 2 min.
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Um estudo conduzido por cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) revelou que o jejum intermitente pode aumentar a proliferação de células-tronco intestinais ao final do período de jejum, o que pode ser arriscado para pacientes com histórico de câncer intestinal ou que têm hábitos alimentares inadequados. A pesquisa, publicada na revista Nature, mostrou que a renovação das células-tronco não ocorre durante o jejum, mas sim na realimentação, quando as células respondem ao estresse do jejum multiplicando-se para reparar danos.

Os pesquisadores realizaram experimentos em camundongos divididos em três grupos: um com acesso livre à alimentação, outro em jejum de 24 horas, e o último com 24 horas de jejum seguidas de 24 horas de alimentação à vontade. Os resultados indicaram que, após o jejum, as células-tronco do intestino se multiplicaram, o que pode ser benéfico para a regeneração do epitélio. No entanto, essa multiplicação apresenta riscos para indivíduos propensos a tumores, especialmente se consumirem alimentos potencialmente carcinogênicos.

Embora o estudo não afirme que o jejum intermitente causa câncer, ele sugere que, para pessoas com predisposição genética ou dieta inadequada, a proliferação celular pode aumentar o risco de desenvolvimento de tumores. O pesquisador enfatiza a importância de realizar essa prática sob orientação médica e de manter uma alimentação saudável, alertando que cuidados devem ser tomados na escolha dos alimentos após o jejum.

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