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Justiça brasileira investiga venda de decisões judiciais e desvio de recursos

Amanda Rocha
Última atualização: 7 de novembro de 2024 20:49
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou por unanimidade a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que envolve magistrados e advogados em um suposto esquema de venda de sentenças judiciais. As investigações, inicialmente focadas na grilagem de terras no Oeste da Bahia, indicam a existência de uma organização criminosa, com promessas de vantagens em troca de decisões favoráveis a interesses específicos, especialmente relacionados a grandes empresas do agronegócio.

Entre os réus, cinco pessoas responderão à acusação de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, incluindo advogados e empresários. A denúncia do MPF relata que pagamentos milionários foram realizados entre 2018 e 2020 para assegurar sentenças favoráveis em processos estratégicos. A operação, deflagrada em 2019, levou ao afastamento temporário de magistrados de suas funções e segue com fase de instrução processual, que inclui depoimentos e possível complementação de provas.

As investigações tiveram novos desdobramentos com a colaboração de uma das magistradas, que assinou um acordo de delação premiada e forneceu anexos com detalhes sobre o funcionamento do esquema. Esse material, entregue ao Ministério Público, contribuiu para o aprofundamento da apuração e a identificação de novas práticas ilícitas em processos de recuperação judicial e disputas financeiras envolvendo empresas de grande porte.

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