Primeira mulher se torna cacica em Goiás e destaca desafios para preservar cultura indígena

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

Valdirene Leão Gomes Cruz, da etnia Yny Karajá, é reconhecida como a primeira mulher a assumir o cargo de cacica em Goiás, segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Ela lidera a Aldeia Buridina, em Aruanã, ao lado da vice Clauderice Buré, com o objetivo principal de preservar a cultura Inã. Pedagoga e gestora de um colégio indígena trilíngue, Valdirene inicialmente relutou em aceitar a posição, mas foi convencida pelo apoio da comunidade.

A cacica destacou a importância de manter vivas as tradições do povo Karajá, incluindo a língua Iny, o artesanato e os conhecimentos repassados às futuras gerações. Ela já havia auxiliado na liderança da aldeia durante a adolescência, após o falecimento do primeiro cacique, e agora enfrenta desafios como a pressão territorial causada pela proximidade com a cidade e as demandas por melhorias em educação e saúde.

Valdirene também mencionou a colaboração com indígenas da Ilha do Bananal, no Tocantins, para fortalecer a cultura Karajá. Apesar das dificuldades, ela enfatizou o compromisso de lutar pelo bem-estar de seu povo e pela manutenção de suas raízes. A história dela reflete a resistência e a adaptação dos povos indígenas em um contexto urbano, sem perder sua identidade cultural.

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