O regime de Nicolás Maduro anunciou que realizará treinamentos da Milícia Bolivariana nos dias 4 e 5 de setembro em todo o território venezuelano. De acordo com o governo, o número de milicianos e reservistas já ultrapassa 8,2 milhões, um aumento significativo desde o chamado para que a população se inscrevesse. A Milícia Nacional Bolivariana, criada por Hugo Chávez, atua em segurança interna e defesa do território, além de apoiar projetos sociais do governo.
A convocação para os treinamentos ocorre em um contexto de crescente tensão entre a Venezuela e os Estados Unidos, que recentemente enviaram navios de guerra para a região do Caribe. As autoridades americanas afirmam que a mobilização tem como objetivo combater cartéis de drogas, e nesta semana, confirmaram a destruição de um barco associado à facção venezuelana Tren de Aragua. Maduro condenou as ações dos EUA como uma violação do direito internacional e uma ameaça à paz regional.
Essa escalada nas hostilidades representa um desafio significativo para a administração de Maduro, que busca consolidar seu poder interno diante da pressão externa. A resposta militar dos EUA e a mobilização da Milícia Bolivariana podem intensificar ainda mais as tensões na região, levantando preocupações sobre possíveis conflitos futuros e a estabilidade política na Venezuela.


