O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou sua indignação neste sábado após os Estados Unidos revogarem seu visto, alegando que a medida representa uma violação do direito internacional. A revogação ocorreu após Petro participar de uma manifestação em Nova York em apoio aos palestinos, onde fez um apelo para que soldados norte-americanos desobedecessem ordens do presidente Donald Trump. Em suas redes sociais, Petro afirmou que não se importa com a revogação, pois se considera um cidadão livre e europeu, e criticou os EUA por não respeitarem o direito internacional ao revogar seu visto por suas críticas ao que chamou de genocídio em Gaza.
O presidente colombiano não é o primeiro a enfrentar tal situação; em 1996, o visto do então presidente Ernesto Samper foi cancelado devido a um escândalo político. As relações entre Bogotá e Washington têm se deteriorado desde o retorno de Trump ao poder, com Petro bloqueando voos de deportação e fazendo acusações sobre planos de golpe por parte de autoridades norte-americanas. O episódio ressalta as tensões crescentes entre os dois países e a postura crítica de Petro em relação às políticas dos EUA e de Israel.


