Ofensiva rebelde leva a síria a um novo momento de instabilidade

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

No início da madrugada de domingo, 8 de dezembro, a capital síria, Damasco, foi palco de intensos combates entre forças rebeldes e militares governamentais. A ofensiva relâmpago dos insurgentes, liderados pelo grupo Hayat Tahrir al Sham (HTS), resultou na entrada das tropas rebeldes na cidade e na tomada de várias áreas importantes. Durante o avanço, os rebeldes também conseguiram libertar prisioneiros da prisão militar de Saidnaya, situada ao norte da capital.

Em meio à intensificação dos confrontos, o presidente sírio, Bashar Assad, deixou o país, embarcando no Aeroporto Internacional de Damasco antes da retirada das forças de segurança do local. O paradeiro de Assad permanece desconhecido, enquanto os insurgentes continuam a expandir seu controle na região. A situação gerou um clima de insegurança na cidade, com tiros sendo ouvidos por moradores e um abandono generalizado de posições estratégicas pelas forças governamentais.

Além disso, o Hezbollah, aliado tradicional do regime sírio, também recuou de áreas próximas a Damasco e Homs, deslocando suas forças para regiões mais ao norte e para o Líbano. O movimento dos combatentes do Hezbollah reflete a crescente pressão sobre o governo de Assad, enquanto os rebeldes avançam e a guerra civil no país entra em uma nova fase de incertezas. A falta de uma declaração oficial por parte do governo sírio deixa em aberto o desenrolar da crise.

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