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Política

Tenente-coronel admite plano para prender ministros em depoimento ao STF

Camila Pires
Última atualização: 29 de julho de 2025 12:18
Camila Pires
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Tempo: 2 min.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) finalizou nesta segunda-feira (28) o interrogatório de dez réus envolvidos na tentativa de golpe de Estado em 2022, conforme apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Os depoimentos foram de integrantes do núcleo 3, composto majoritariamente por militares das forças especiais, incluindo o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, que admitiu que a inteligência do Exército elaborou um plano para prender ministros preventivamente.

Entre os réus, destacam-se figuras como o general Estevam Gaspar de Oliveira e outros tenentes-coronéis. A Polícia Federal investiga ações coercitivas planejadas pelo grupo, que incluíam uma ofensiva armada denominada “Punhal Verde e Amarelo”, com o objetivo de atacar o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, prevista para ocorrer em 15 de dezembro de 2022.

Com o término dos interrogatórios, o processo avança para a fase final da instrução criminal. As partes terão cinco dias para solicitar diligências adicionais, e o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, decidirá sobre os pedidos. Após essa etapa, será aberto um prazo de 15 dias para as alegações finais, onde acusação e defesa apresentarão seus argumentos sobre a condenação ou absolvição dos réus.

Uma vez concluídas as etapas formais, o processo será submetido à Primeira Turma do STF, que decidirá sobre a condenação ou absolvição dos acusados. Em caso de condenação, o tribunal determinará as penas individuais, enquanto a absolvição resultará no arquivamento do processo, com possibilidade de recurso em ambas as situações.

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