CNI alerta sobre desafios para exportações brasileiras após recuo de Trump

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de eliminar tarifas recíprocas de 10% para produtos agrícolas, destacando que tal medida pode beneficiar outros países em detrimento do Brasil. Apesar do recuo anunciado pela administração americana, os produtos brasileiros ainda enfrentam uma sobretaxa de 40%, o que compromete a competitividade das exportações nacionais. O presidente da CNI, Ricardo Alban, enfatizou a importância de negociar um acordo que permita aos produtos brasileiros competir em melhores condições no principal mercado de exportação do Brasil.

A análise da CNI revela que a ordem executiva da Casa Branca se aplica a 238 produtos agrícolas, sendo que apenas quatro itens, como sucos de laranja e castanha do Pará, ficaram isentos de tarifas. Os demais 76 produtos, que incluem carne bovina e café, continuam sujeitos à alta sobretaxa, o que limita as oportunidades de negócios para o Brasil. Em 2024, as exportações desses produtos representaram US$ 4,6 bilhões, cerca de 11% do total exportado para os Estados Unidos, segundo dados da CNI.

O impacto da decisão americana é considerado positivo, mas limitado, segundo a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). A entidade alertou que, embora a redução de tarifas seja um passo importante, a manutenção da sobretaxa de 40% continua a afetar a competitividade de setores essenciais como carnes e café. Os líderes industriais pedem um avanço nas negociações para remover todas as barreiras tarifárias e restabelecer condições adequadas para o setor produtivo brasileiro.

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