Acordo UE-Mercosul chega a fase decisiva com resistência interna

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que visa reduzir tarifas e expandir o acesso a mercados, enfrenta um teste decisivo entre os dias 17 e 18 de dezembro. Os líderes dos 27 países da UE se reúnem para decidir se autorizam a Comissão Europeia a avançar com a assinatura do tratado, com previsão para ocorrer no dia 20, durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu.

As resistências políticas, especialmente da França e da Itália, têm gerado impasses nas negociações. Agricultores europeus protestam em Bruxelas, temendo que o acordo prejudique sua competitividade ao permitir a entrada de produtos do Mercosul a preços mais baixos. Apesar da aprovação de salvaguardas pelo Parlamento Europeu, a pressão interna está afetando a disposição dos líderes em apoiar a ratificação do tratado.

As implicações do acordo são significativas, pois, se assinado, poderá proporcionar ao Brasil acesso a um mercado de 450 milhões de consumidores, mas também trará desafios para a indústria nacional. A posição da Itália é vista como crucial, e caso o acordo não avance agora, o presidente brasileiro sinalizou que as negociações poderão ser encerradas. O futuro do tratado permanece incerto, refletindo as complexidades de interesses econômicos e políticos em jogo.

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