Na quinta-feira (18), um ataque da guerrilha ELN contra uma base militar na Colômbia resultou na morte de seis soldados e deixou 28 feridos. O incidente ocorreu em uma localidade rural do departamento de Cesar, nas proximidades da fronteira com a Venezuela, e foi realizado com o uso de drones e explosivos, conforme relatado pelo Ministério da Defesa colombiano.
Este ataque é o segundo ocorrido em uma semana e faz parte de uma onda de violência crescente na região, enquanto as negociações de paz entre o governo do presidente Gustavo Petro e o ELN permanecem estagnadas. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, expressou sua rejeição à ação, caracterizando-a como um ato terrorista, e anunciou uma recompensa de 50.000 dólares por informações que levem à captura dos responsáveis. As Forças Militares relataram que a instalação militar foi severamente danificada, com imagens de soldados feridos circulando nas redes sociais.
As implicações desse ataque são significativas, pois refletem a deterioração da segurança na Colômbia e a incapacidade do governo em conter a violência da guerrilha, que tem se intensificado nos últimos meses. A oposição critica a gestão de Petro, apontando para o fortalecimento das organizações ilegais no país. Enquanto isso, o governo dos Estados Unidos reavalia suas relações com a Colômbia, retirando o país de sua lista de aliados na luta contra as drogas, o que pode complicar ainda mais a situação.

