Em uma votação decisiva realizada em 30 de dezembro, a Câmara dos Deputados da Itália aprovou o projeto de Lei Orçamentária para 2026, após semanas de intensos debates políticos. O plano, que recebeu 216 votos a favor e 126 contra, reflete as prioridades do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, que busca concentrar recursos em saúde, emprego e apoio às famílias.
A aprovação do orçamento era obrigatória antes do Ano Novo para evitar que a Itália entrasse em um regime de administração financeira provisória. No entanto, a proposta gerou tensões dentro da coalizão governamental, especialmente relacionada às novas regras sobre aposentadoria antecipada, e enfrentou críticas severas de sindicatos e partidos de oposição, que alegam que o orçamento não atende adequadamente às necessidades da população e do sistema de saúde nacional.
Apesar das críticas, a aprovação do orçamento é vista como um passo crucial para a estabilidade econômica do país. A primeira-ministra Meloni defendeu as medidas, que incluem cortes de impostos para a classe média e investimentos em setores essenciais. Com a meta de reduzir o déficit em relação ao PIB, o governo busca fortalecer a economia italiana, mas enfrenta um cenário desafiador, marcado por divergências políticas e pressões sociais.

