Grandes investidores preveem que o carry trade em mercados emergentes continuará a se expandir em 2026, após um desempenho notável em 2025. Com a desvalorização do dólar americano e a estabilidade nas taxas de câmbio, a estratégia, que envolve empréstimos em moedas de baixo rendimento para obter retornos em moedas mais valorizadas, se mostra promissora. A Bloomberg relatou que essa abordagem gerou um retorno médio de 17% este ano, o maior desde 2009.
Diversos gestores de ativos e instituições financeiras, incluindo o Vanguard Group e o Goldman Sachs, esperam que a diferença nas taxas de juros entre mercados desenvolvidos e emergentes persista. Países como Brasil e Colômbia, com taxas de juros elevadas, atraem investidores que buscam oportunidades no carry trade. Contudo, especialistas indicam que, embora as condições sejam favoráveis, a seleção de ativos deve ser mais cuidadosa devido à crescente seletividade das oportunidades.
As expectativas de baixa volatilidade nas moedas emergentes são um fator crucial para o sucesso contínuo do carry trade. No entanto, há preocupações sobre a possibilidade de oscilações repentinas que poderiam impactar negativamente as operações. Com a economia americana desempenhando um papel vital, os investidores permanecem atentos a qualquer sinal de mudança que possa afetar o cenário do carry trade nos próximos meses.

