A Fifa divulgou, na última sexta-feira, um relatório que destaca os gastos recordes de clubes de futebol com agentes, totalizando US$ 1,37 bilhão em 2025. O aumento de mais de 90% em comparação a 2024 reflete a crescente importância das transferências internacionais, com a Inglaterra liderando os desembolsos com US$ 375 milhões. O Brasil, embora não figure entre os maiores gastadores, viu seus agentes arrecadarem US$ 97,2 milhões, posicionando-os entre os cinco principais no futebol masculino.
Além do aumento significativo nas comissões, o relatório também aponta para o crescimento do futebol feminino, com gastos que saltaram para US$ 6,2 milhões, um aumento expressivo em relação aos anos anteriores. Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, comentou sobre a valorização dos atletas e a crescente demanda por serviços de qualidade, que naturalmente elevam os custos. O número de agentes licenciados também cresceu, atingindo 16.117 inscrições, o maior registro na história da Fifa.
As implicações desses dados são evidentes, sugerindo uma tendência de valorização contínua dos profissionais do esporte e um reconhecimento crescente do futebol feminino. Com o aumento no número de transferências e na valorização dos atletas, espera-se que os clubes continuem investindo mais em serviços de agentes qualificados. Essa mudança pode impactar a dinâmica do mercado esportivo, promovendo um ambiente mais competitivo e profissionalizado.

