Eleições presidenciais na Guiné têm general como favorito em meio a boicote

Rodrigo Fonseca
Tempo: 1 min.

A Guiné realiza neste domingo (28) eleições presidenciais, com o general Mamadi Doumbouya, chefe da junta militar, como o candidato favorito. O general, que havia prometido devolver o poder a civis até o final de 2024, optou por concorrer apesar de vetar a participação dos principais opositores, que convocaram um boicote ao pleito. Com cerca de 6,8 milhões de eleitores habilitados, as urnas fecham às 18h GMT, e os resultados devem ser divulgados em até 48 horas.

A eleição ocorre mais de quatro anos após o golpe de Estado que depôs o presidente Alpha Condé, que havia governado desde 2010. A nova Constituição, aprovada em um referendo boicotado pela oposição, permite que membros da junta, como Doumbouya, concorram. A situação é agravada por preocupações com a intimidação da oposição, desaparecimentos forçados e restrições à liberdade de imprensa, conforme relatado pelo alto comissário da ONU para os Direitos Humanos.

O líder da oposição, Cellou Dalein Diallo, criticou o processo eleitoral, qualificando-o como uma “farsa” destinada a legitimar um

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