Estudantes de diversas universidades do Irã se uniram aos protestos contra o elevado custo de vida e a hiperinflação, que se intensificaram após o início das manifestações por comerciantes. No terceiro dia de mobilização, protestos ocorreram em pelo menos dez instituições de ensino, com o presidente Masoud Pezeshkian ressaltando a necessidade de ouvir as demandas legítimas dos manifestantes, que clamam por mudanças significativas na política econômica.
As manifestações ganharam força em meio a um cenário de severas sanções ocidentais e desvalorização da moeda nacional, que chegou a um novo mínimo histórico em relação ao dólar. As forças de segurança foram mobilizadas em Teerã, utilizando gás lacrimogêneo para dispersar os protestos, enquanto lojas e cafeterias permaneciam abertas na capital. O presidente do Parlamento também alertou sobre o risco de instrumentalização dos protestos e enfatizou a necessidade de ações para aumentar o poder aquisitivo da população.
A crise econômica do Irã, agravada por décadas de sanções, gerou um ambiente de descontentamento generalizado. Com comerciantes relutantes em realizar transações e o governo enfrentando pressões internas, a situação pode se deteriorar ainda mais. O retorno do ex-presidente do Banco Central, Abdolnasser Hemmati, no contexto de uma economia em colapso, indica a urgência de medidas para estabilizar a moeda e atender às demandas da população.

