A Justiça paulista ordenou que a Enel retome o fornecimento de energia elétrica em toda a sua área de concessão em até 12 horas, após um apagão que afetou mais de 2,2 milhões de consumidores. A decisão, proferida pela juíza Gisele Valle Monteiro da Rocha, estabelece uma multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento, evidenciando a urgência da situação.
A juíza estipulou prazos mais curtos para unidades hospitalares, serviços de saúde, instituições públicas essenciais e locais que atendem pessoas vulneráveis. A situação se agravou após um vendaval que, desde quarta-feira, deixou 519 mil imóveis sem energia na Grande São Paulo, incluindo 366 mil apenas na capital. A Enel, por sua vez, afirmou que ainda não foi oficialmente informada da decisão e continua seus esforços para normalizar o serviço.
O processo contra a Enel foi motivado por falhas recorrentes nos serviços prestados, que não podem ser justificadas por condições climáticas, segundo o Ministério Público. A ação judicial requer que a concessionária apresente um relatório completo sobre os danos e interrupções no fornecimento. O desdobramento dessa situação pode impactar não apenas a reputação da Enel, mas também a confiança dos consumidores na prestação de serviços públicos essenciais.

