A relação entre o presidente Lula da Silva e o Congresso Nacional foi marcada por instabilidade ao longo de 2025, refletindo tensões entre Executivo e Legislativo. Momentos de cooperação, como a aprovação da isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil, coexistiram com crises profundas, resultado de um Parlamento majoritariamente de centro-direita e resistente a pautas sociais promovidas pelo governo.
As dificuldades se tornaram mais evidentes com a aprovação da Lei Orçamentária de 2026, que ampliou em 20% o volume de emendas parlamentares, ao mesmo tempo em que retirou recursos significativos da Educação e da Ciência. O fim de novembro foi um marco crítico, com os presidentes da Câmara e do Senado rompendo relações com o Planalto, aumentando a tensão entre os Poderes e dificultando a aprovação de projetos estratégicos.
Com as eleições de 2026 se aproximando, o governo Lula busca reposicionar o debate político, destacando suas conquistas em áreas como a redução da fome e a valorização do salário mínimo. No entanto, a desconfiança mútua entre o Executivo e o Legislativo continua a ser um obstáculo, sugerindo que os desafios políticos devem persistir no próximo ano, complicando ainda mais a governabilidade.

