Mulheres alcoolistas clamam por políticas públicas específicas

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Mulheres alcoolistas no Brasil, como Lúcia, revelam a vulnerabilidade que enfrentam e a urgência de políticas públicas específicas. Recentemente, a Lei 15.281, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceu a promoção de assistência multiprofissional para mulheres usuárias de álcool, destacando a necessidade de amparo em um contexto onde mais de 7% das mulheres adultas possuem diagnóstico de alcoolismo.

A psiquiatra Natalia Haddad, vice-presidente do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, enfatiza que o consumo de álcool entre mulheres cresceu 27% entre 2010 e 2023. Ela argumenta que o tratamento deve levar em conta as diferentes situações de vida das mulheres, como gravidez e questões sociais que impactam a dependência. A pressão social e o estigma dificultam que muitas busquem ajuda, tornando necessário o fortalecimento de grupos de apoio exclusivos para mulheres.

O Alcoólicos Anônimos tem promovido reuniões femininas que aumentaram 47,7% após a pandemia, oferecendo um espaço seguro para que as mulheres compartilhem suas experiências sem julgamento. Este apoio é vital, uma vez que muitas enfrentam preconceitos até mesmo em seus lares. A criação de políticas públicas voltadas para este público é essencial para garantir um tratamento mais eficaz e sensível às particularidades das mulheres alcoolistas.

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