A crise política no São Paulo Futebol Clube se intensificou nesta terça-feira, quando conselheiros protocolaram um pedido de impeachment contra o presidente Julio Casares. O pedido surge após a divulgação de um inquérito que investiga possíveis desvios financeiros relacionados a vendas de atletas. Além disso, surgiram denúncias sobre a venda irregular de ingressos para shows no Morumbi, o que agravou a situação.
O grupo Frente Democrática, responsável pela solicitação, afirma que o pedido conta com a assinatura de 58 conselheiros, incluindo membros de diferentes núcleos da situação. O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, terá 30 dias para convocar uma reunião extraordinária e discutir a votação do impeachment. Para que a destituição ocorra, é necessário o apoio de dois terços dos conselheiros, totalizando 171 votos dos 255 possíveis.
Caso Julio Casares seja afastado, o vice-presidente Harry Massis Junior assumirá a presidência do clube, e uma nova eleição para o cargo está prevista para o final de 2026. O processo de impeachment também envolve uma Assembleia Geral de sócios, que deve ratificar a decisão do Conselho com uma maioria simples. O desfecho desta situação poderá redefinir a liderança do clube e impactar seu planejamento futuro.

