Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, foi transferido para a sede da Polícia Federal em Brasília no sábado, 27, após ser detido no Paraguai. Ele foi preso na madrugada de sexta-feira, 26, enquanto tentava fugir para El Salvador, após ter rompido sua tornozeleira eletrônica e utilizar documentos falsos.
A prisão de Vasques ocorreu em um momento delicado, já que ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e seis meses de prisão. A condenação se deu em função de sua participação em blitzes ilegais durante as eleições de 2022, que visavam dificultar o acesso de eleitores que apoiavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-diretor estava sob monitoramento eletrônico desde agosto de 2024, após ser liberado de uma prisão preventiva.
As consequências da prisão de Vasques se estendem além de sua situação pessoal, uma vez que o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão domiciliar de outros dez condenados envolvidos em uma trama golpista. Além disso, foram impostas várias medidas cautelares, incluindo restrições no uso de redes sociais e a proibição de contato com outros investigados, refletindo a gravidade das acusações e a resposta judicial a esses eventos.

