No dia 12 de dezembro, diversos sindicatos da Venezuela denunciaram a detenção ilegal de 180 trabalhadores, entre eles o secretário-geral da Confederação de Trabalhadores da Venezuela, José Elías Torres. As acusações incluem também desaparecimento forçado, com defensores dos direitos humanos alertando sobre um padrão de detenções arbitrárias no país nos últimos anos.
Segundo a ONG Foro Penal, o número de presos políticos na Venezuela chega a 889, evidenciando uma intensificação da perseguição política. Representantes de 33 sindicatos informaram que buscarão proteção dos seus direitos junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e planejam um protesto nacional para 15 de janeiro. A situação de Torres, detido em sua casa em Caracas, destaca as preocupações sobre a repressão ao movimento sindical.
Os sindicalistas, como Pedro Eusse, afirmam que a detenção de Torres não é um caso isolado, mas parte de uma ofensiva mais ampla para desarticular o movimento sindical e intimidar os trabalhadores. O relatório da OIT de 2019 já havia apontado violações das convenções relacionadas à liberdade sindical na Venezuela, ressaltando a necessidade urgente de intervenções internacionais para a proteção dos direitos laborais no país.

