STF investiga deputados do PL por peculato e lavagem de dinheiro

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a Operação Galho Fraco, investigando os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro. A decisão do ministro Flávio Dino se fundamenta em indícios de um esquema de desvio de recursos da cota parlamentar, utilizando empresas de fachada e assessores para ocultar irregularidades. As investigações revelam conversas que sugerem pagamentos “por fora” e práticas conhecidas como “smurfing”, voltadas para fracionamento de valores em movimentações financeiras suspeitas.

Os elementos coletados pela Polícia Federal indicam uma organização criminosa que teria se beneficiado de recursos públicos por meio de contratos de locação. A operação expande as apurações anteriores, que apenas investigavam assessores, agora envolvendo diretamente os parlamentares. Trechos do despacho de Dino também mencionam a atuação de um núcleo familiar que estaria operando como intermediário no suposto esquema, levantando sérias preocupações sobre a integridade no uso da cota parlamentar.

Com essa nova fase da investigação, o STF demonstra um comprometimento em combater a corrupção dentro da política brasileira. A ampliação das medidas cautelares e a inclusão dos deputados na apuração indicam um avanço significativo nas investigações. As consequências dessa operação podem afetar o cenário político, uma vez que evidências de corrupção entre parlamentares geram um clamor por maior transparência e responsabilidade no uso de recursos públicos.

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