Cerca de 30 países da América Latina e do Caribe iniciaram, em 26 de janeiro de 2026, uma reunião no Panamá com o objetivo de elaborar um plano de emergência para o Haiti. O país, que enfrenta uma das piores crises humanitárias de sua história devido à violência de gangues, requer atenção imediata. O encontro ocorre após a ONU ter falhado em arrecadar a quantia necessária para auxiliar o Haiti, que vive uma grave crise financeira e social.
A reunião, liderada pela Associação dos Estados do Caribe (AEC), ocorre em um contexto alarmante, onde apenas 23,9% dos 908 milhões de dólares solicitados em fevereiro de 2025 foram mobilizados até o final do ano. A secretária-geral da AEC, Noemí Espinoza, ressaltou que a ajuda humanitária permanece drasticamente insuficiente. Com uma população de mais de seis milhões de haitianos afetados, a urgência por assistência se torna cada vez mais evidente.
Além da violência que domina 85% da capital, Porto Príncipe, a economia do Haiti continua em recessão, levando a um aumento no deslocamento da população. As gangues, que atuam no país há anos, intensificaram suas ações criminosas, forçando a renúncia de líderes e desafiando a polícia local. O apoio internacional, incluindo a participação dos Estados Unidos, é crucial para estabilizar a situação e evitar um colapso total no Haiti.

