O Bet On Brasil | 1 Ano de Regulação confirmou, em Brasília, que o mercado de apostas no país entrou em uma fase de amadurecimento institucional. O evento, realizado no Estádio Mané Garrincha, reuniu representantes do poder público, executivos do setor, especialistas jurídicos e lideranças técnicas para avaliar os impactos do primeiro ciclo regulatório e discutir os próximos passos da indústria no Brasil.
Organizado pela Paag, com apoio da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), o encontro teve como eixo central a evolução do ambiente regulado, a ampliação da segurança jurídica e operacional, além do fortalecimento dos mecanismos de proteção aos jogadores e de profissionalização das empresas.
O painel de abertura, “Um Ano de Regulação: o que deu certo e o que ainda precisa evoluir”, reuniu Regis Dudena, secretário da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), Plínio Jorge Lemos, presidente da ANJL, Edson Holanda, conselheiro da Anatel, Thiago Garrides, CEO da Cactus Gaming, e Bruno Palumbo, country manager da Gamewiz Brasil, sob a moderação de Ana Clara Barros, diretora da AIGAMING. O debate apresentou um panorama institucional sobre os avanços do marco regulatório e a consolidação de um ambiente mais previsível para empresas e investidores.
Na sequência, o painel sobre “Jogo Responsável e Integridade Esportiva” trouxe para o centro do debate a proteção ao jogador e a dimensão social da indústria. Participaram Gabriela de Andrade Boska, do Ministério da Saúde, André Santa Ritta, do escritório Pinheiro Neto Advogados, e Ellen Sezerino, Chief Legal & Compliance Officer da DigiPlus Brazil Interactive, com moderação de Felippe Fraga, CBO da Stellar Games. A discussão reforçou que o mercado regulado passa a assumir compromissos mais claros com prevenção de riscos, integridade das competições esportivas e cuidado com a saúde do usuário.
No período da tarde, a agenda avançou para a dimensão econômica e jurídica do setor. O painel “Tributação das Bets no Brasil: desafios, impactos e perspectivas” contou com David Antony, da Aposta Ganha, Simone Vicentini, da Vicentini Advogados, Ana Bárbara, representante da AMIG e diretora de Relações Governamentais da ABRAJOGO, sob a moderação de Bárbara Teles, da Playtech Brasil. O debate mostrou que a tributação se tornou um dos principais pontos de atenção para a sustentabilidade do mercado e para a consolidação de um ambiente competitivo equilibrado.
A discussão sobre “Tecnologia e Segurança de Dados no Mercado Regulado” reuniu Maurício Lima, da Oddin.gg Games, Valter Delfraro, da Oddsgate, Gustavo Coelho, CEO da Cactus Games, e João Fraga, CEO da Paag, como moderador. O painel evidenciou como a regulação impulsionou padrões mais elevados de segurança da informação, proteção de dados e controle operacional, reforçando a confiança do usuário no ambiente digital.
Já o painel “Publicidade, Marketing e Proteção do Consumidor” mostrou a evolução da comunicação do setor, com foco em responsabilidade e ética. Participaram Vitor Hugo Ferreira, diretor jurídico do Conar, Laura Morganti, diretora de Assuntos Institucionais, Paulo Henrique Pereira, secretário da Senacon, Priscila Sato, do PSGW Advogados, e Laura Morganti, diretora da BetBoom. O debate indicou que o setor vive um processo de amadurecimento na relação com o consumidor e com os órgãos de autorregulamentação.
Encerrando a programação, “A Nova Agenda Econômica do iGaming no Brasil” reuniu Raphael Salomão, do Pinheiro Neto Advogados, Leonardo Batista, CEO e cofundador da Pay4Fun, Carlos Renato Xavier, coordenador-geral de PLD da SPA, Gustavo Coelho, CBO da Cactus, com moderação de Mila Rabelo, CLO da Paag. O painel apontou para a consolidação do setor como parte relevante da economia digital brasileira.
Ao longo de toda a programação, ficou evidente que a regulação transformou profundamente o mercado de apostas no país. A indústria deixou de operar em um ambiente de incerteza e passou a adotar padrões mais rígidos de governança, compliance, segurança jurídica e proteção ao jogador. O evento mostrou que o Brasil começa a construir uma base sólida para um ecossistema regulado mais confiável, transparente e alinhado às melhores práticas internacionais.
O Bet On Brasil se firmou, assim, como um marco simbólico desse novo momento. Mais do que avaliar resultados, o encontro mostrou que o setor está em processo de consolidação institucional, com empresas mais estruturadas, jogadores mais protegidos e um Estado mais presente na definição de regras claras e estáveis para o desenvolvimento sustentável da indústria de apostas no país.

