Bradesco aponta impacto limitado do acordo Mercosul-UE para o Brasil

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

O relatório do Bradesco indica que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado recentemente, terá um impacto restrito para o Brasil no curto prazo. Embora produtos como petróleo, café e soja já entrem no mercado europeu sem tarifas, a maior parte das exportações estará sujeita a cotas que limitam o volume isento de impostos. Assim, os benefícios comerciais para o Brasil devem se concretizar apenas no médio prazo.

Os analistas do Bradesco destacam que as longas transições para a redução de tarifas e as revisões jurídicas a que o tratado está sujeito podem atrasar os efeitos positivos esperados. A análise aponta que, embora o acordo possa aumentar a corrente de comércio, as expectativas de mudanças significativas na competitividade das exportações brasileiras são modestas, especialmente para produtos agrícolas com forte proteção europeia.

Ademais, o estudo observa que, caso a União Europeia ative mecanismos de salvaguarda, o impacto sobre os produtores de açúcar brasileiros será limitado, visto que o volume exportado para a Europa é baixo e pode ser redirecionado para mercados na Ásia. Portanto, a análise do Bradesco sugere cautela em relação ao potencial do acordo, enfatizando a necessidade de um acompanhamento mais atento dos desdobramentos futuros.

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