Em 2025, o Brasil criou 1,3 milhão de empregos com carteira assinada, segundo dados do Ministério do Trabalho, divulgados em 29 de janeiro de 2026. O crescimento de 2,71% em relação ao estoque de empregos de 2024 marca o menor avanço desde a pandemia, quando o país enfrentou a perda de 189 mil vagas. O setor de serviços liderou a geração de novas oportunidades, com 758 mil postos, seguido por comércio e indústria.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou que o aumento nas taxas de juros, atualmente em 15% ao ano, tem influenciado a desaceleração na criação de empregos. Em uma coletiva, Marinho expressou preocupação com a pressão do mercado e a necessidade de diálogo com o Banco Central para mitigar os efeitos dessa situação. Apesar da desaceleração, o salário médio de admissão subiu 2,55% em comparação ao ano anterior, alcançando R$ 2.303,78.
Esses dados refletem um cenário complexo para o mercado de trabalho brasileiro, onde a geração de empregos, embora positiva, não acompanha o ritmo de anos anteriores. A expectativa é que a combinação de juros altos e o desempenho econômico impactem futuras contratações. A análise das tendências no mercado de trabalho será crucial para entender os próximos passos da economia brasileira nos próximos anos.

