O governo chinês expressou forte oposição à apreensão de dois navios-petroleiros pela Guarda Costeira dos Estados Unidos, ocorrida em águas internacionais na quarta-feira (7). Durante uma coletiva em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, afirmou que a ação constitui uma violação séria do direito internacional e das normas de navegação marítima.
Os navios-tanques Marinera e M/T Sophia foram interceptados por supostamente violar sanções dos EUA, conforme a declaração da secretaria nacional de Segurança Interna. A Guarda Costeira dos EUA perseguiu o Marinera por semanas até alcançá-lo na zona econômica exclusiva da Islândia, enquanto a China reiterou seu apoio ao governo da Venezuela, criticando as sanções unilaterais e a interferência em assuntos internos de outros países.
A apreensão gerou reações não apenas da China, mas também da Rússia, que pediu a Washington para cessar o que considera ações ilegais. O cenário destaca tensões crescentes nas relações internacionais, envolvendo não apenas os EUA, mas também a dinâmica entre China e Rússia, e suas implicações para a soberania de nações envolvidas no transporte de petróleo.

