Na quarta-feira (7), civis deixaram em massa os bairros curdos de Aleppo, no norte da Síria, após o Exército sírio declarar a área como ‘zona militar’. O governo instaurou ‘corredores humanitários’ para a saída dos moradores, em meio a novos confrontos que resultaram em pelo menos nove mortos. Os bairros de Sheikh Maqsud e Ashrafieh foram identificados como foco dos conflitos entre as forças governamentais e curdas.
Os confrontos, que se intensificaram na terça-feira, referem-se a um período de violência crescente entre as forças do governo e as Forças Democráticas Sírias (FDS), que controlam partes significativas da região. A situação se agrava após a paralisação das negociações para a integração das FDS ao Estado sírio, um acordo assinado em março. A tensão entre os curdos e o governo central se intensificou desde a derrubada do presidente Bashar al-Assad em dezembro de 2024.
As repercussões desse conflito podem levar a uma crise humanitária ainda mais grave, com civis enfrentando a violência e a incerteza nas ruas. A situação é preocupante, principalmente para os curdos, que, além de suportar os ataques, agora devem lidar com a migração forçada de suas comunidades. Especialistas temem que a falta de diálogo e soluções pacíficas contribua para um ciclo de violência contínuo na região.

