Colômbia classifica operação dos EUA na Venezuela como interferência

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, a Colômbia expressou preocupação com a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A crítica, feita pela representante colombiana Leonor Zalabata Torres, ocorreu na segunda-feira (5) e enfatizou que tais ações evocam os piores momentos de interferência na política da América Latina. Ela alertou que essa situação representa uma clara ameaça à preservação da região como uma zona de paz.

Zalabata Torres também destacou as implicações globais da operação, ressaltando que a utilização da força por um membro permanente do Conselho de Segurança para controlar outro Estado soberano pode afetar a paz e a segurança internacionais. A Colômbia, que assumiu um assento no Conselho de Segurança em 1º de janeiro, solicitou uma reunião urgente sobre o tema a pedido da Venezuela. A operação militar dos EUA, que ocorreu na madrugada de sábado, provocou reações mistas entre os países da região, com condenações de governos como Brasil, Colômbia e México.

Além disso, o secretário-geral da ONU, António Guterres, já havia solicitado respeito à soberania e integridade territorial dos Estados. A situação continua a gerar tensões na política internacional, especialmente em um momento em que grandes potências se envolvem em questões de soberania e controle de recursos naturais estratégicos. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos desse conflito e suas repercussões na estabilidade regional e global.

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