O comandante do Exército de Libertação Nacional (ELN), Antonio García, manifestou nesta quinta-feira (15) seu apoio à proposta de unir as guerrilhas da Colômbia em resposta às ameaças do presidente Donald Trump, que sugeriu ataques terrestres contra narcotraficantes. A declaração ocorreu após a proposta de Iván Mordisco, líder de uma dissidência da extinta guerrilha Farc, de convocar uma cúpula de líderes guerrilheiros para discutir estratégias contra a interferência dos EUA na região.
García enfatizou que, se a união for uma iniciativa para defender a pátria, o ELN se juntará à luta. A relação entre Colômbia e Estados Unidos, historicamente complexa, se deteriora ainda mais, especialmente após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas e as recentes declarações de Trump sobre ações militares no país vizinho. O governo colombiano, liderado por Gustavo Petro, já se comprometeu a ações conjuntas contra o ELN, mas a tensão persiste entre os grupos guerrilheiros.
As ameaças de ataques terrestres representam um aumento na ofensiva dos EUA contra narcotraficantes, o que poderia intensificar a violência na região. Com a Colômbia sendo o maior produtor mundial de cocaína, a união das guerrilhas pode complicar ainda mais os esforços de combate ao tráfico de drogas. A situação exige atenção, pois a fragilidade da aliança entre Colômbia e EUA pode ter implicações profundas para a segurança e a estabilidade na América Latina.

