O congelamento do acordo comercial entre Estados Unidos e União Europeia, anunciado em 21 de janeiro de 2026, levanta preocupações sobre uma nova onda de tensões tarifárias. A economista Paula Zogbi alerta que o aumento das tarifas, que anteriormente caíram para cerca de 15%, deve encarecer produtos e agravar a inflação nessas economias que já enfrentam desafios financeiros.
Na Europa, os setores automotivo, químico e farmacêutico, que dependem fortemente do mercado americano, podem sofrer impactos severos. Zogbi enfatiza que a reversão das tarifas pode reduzir receitas, desorganizar cadeias de suprimentos e ameaçar empregos, comprometendo decisões de investimento em áreas críticas. O impacto nos EUA também será significativo, uma vez que o país é um grande importador desses produtos.
A pressão inflacionária resultante desse cenário pode levar a uma trajetória de juros mais alta nos Estados Unidos. Com a economia americana apresentando crescimento saudável, as expectativas são de que um choque inflacionário tenha efeitos prejudiciais em diversos setores, incluindo o mercado acionário. Zogbi conclui que esse risco inflacionário pode impactar negativamente tanto os negócios quanto a própria economia.

