Defesa de Vorcaro nega acesso a celular durante acareação no STF

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

Na acareação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) no final de 2025, a defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, recusou o pedido da Polícia Federal para acessar o celular do banqueiro. O advogado Roberto Podval justificou a negativa, afirmando receio de vazamentos, mesmo após a delegada Janaína Palazzo garantir o sigilo da informação. Essa recusa ocorreu em um contexto delicado, onde informações de depoimentos anteriores haviam sido divulgadas sem autorização.

Durante a acareação, Vorcaro e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, apresentaram narrativas divergentes sobre a origem de carteiras de crédito problemáticas adquiridas pelo BRB. Enquanto Vorcaro sustentou que o BRB estava ciente de que parte dos créditos não pertencia ao Master, Costa negou essa afirmação e alegou que a origem dos ativos só foi questionada posteriormente. A Polícia Federal aproveitou as contradições para aprofundar a investigação em curso sobre um suposto esquema de negociação irregular de créditos.

O desdobramento dessa acareação é crucial, pois faz parte das apurações que levaram à liquidação do Banco Master e à constatação de prejuízos significativos ao sistema financeiro. O caso destaca a complexidade do cenário financeiro e as implicações legais que podem advir das investigações em andamento. A posição da defesa, ao recusar a liberação do celular, levanta questões sobre transparência e a busca por responsabilidades em um contexto de corrupção e má gestão financeira.

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