Delegada é presa em São Paulo por suspeita de ligação com o PCC

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Layla Lima Ayub, uma recém-aprovada delegada da Polícia Civil de São Paulo, foi detida na manhã desta sexta-feira (16) na capital paulista, acusada de advogar para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu enquanto ela cumpria o estágio probatório e ainda não havia iniciado suas funções como delegada. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, Ayub participou de uma audiência no estado do Pará, onde atuou como advogada em defesa de líderes do PCC, uma atividade ilegal.

O corregedor-geral da Polícia Civil de São Paulo informou que as provas contra Ayub são robustas e indicam seu envolvimento com a facção criminosa. Apesar de ter sido aprovada no concurso em dezembro, até o momento não havia registros negativos sobre sua conduta. O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a investigação se concentra em sua atuação como advogada antes de assumir o cargo, levantando questões sobre a segurança pública no estado.

As autoridades, incluindo a Corregedoria-Geral da Polícia Civil e o Ministério Público, estão aprofundando as investigações sobre a relação de Layla com o PCC e a possibilidade de fraude no concurso. Ayub foi presa temporariamente, podendo enfrentar até 60 dias de detenção, e responderá pelos crimes de lavagem de capitais e participação em organização criminosa. O desdobramento deste caso pode ter implicações significativas para a imagem da Polícia Civil de São Paulo e a confiança pública nas instituições de segurança.

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