Em 2025, a energia elétrica residencial foi identificada como a principal responsável pela inflação no Brasil, segundo relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, houve uma leve trégua, mas a energia elétrica ainda assim registrou um aumento de 12,31%, impactando diretamente o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou em 4,26%.
Além da energia elétrica, outros itens como cursos regulares e planos de saúde também contribuíram para o aumento da inflação, embora os alimentos tenham desempenhado um papel crucial em conter esse aumento. A alta de apenas 2,95% no grupo de Alimentação e Bebidas, impulsionada por uma safra agrícola recorde, foi fundamental para limitar as pressões inflacionárias sobre os consumidores. A desvalorização do dólar em relação ao real e a queda nos preços das commodities também ajudaram nesse cenário.
As implicações desses dados são significativas para a economia brasileira, pois revelam a vulnerabilidade de setores como energia elétrica em períodos de alta. A combinação de fatores que aliviou os preços dos alimentos pode oferecer uma perspectiva de estabilidade no futuro próximo. A análise do IBGE sugere que, se essa tendência continuar, o Brasil pode experimentar uma inflação mais controlada nos próximos anos.

