EUA revisam calendário de vacinas infantis e especialistas alertam sobre riscos

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Em 6 de janeiro de 2026, o governo dos Estados Unidos anunciou uma importante revisão no calendário de vacinação infantil, deixando de recomendar seis vacinas essenciais. A decisão, tomada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos, é vista como parte de uma agenda mais ampla, que tem sido criticada por especialistas em saúde pública devido ao potencial ressurgimento de doenças como o sarampo.

As vacinas que foram removidas da lista de recomendações universais incluem aquelas contra gripe, hepatites A e B, meningococo, vírus sincicial respiratório e rotavírus. Com essa mudança, a imunização infantil nos EUA passa a incluir apenas 11 vacinas, um número significativamente inferior ao anterior, que era de 17. O secretário de Saúde defendeu que a nova abordagem busca alinhar o país a práticas internacionais, citando modelos de vacinação de nações como a Dinamarca, que adotam calendários mais enxutos.

No entanto, a crítica de especialistas se intensifica, pois muitos acreditam que essa redução pode levar ao ressurgimento de doenças controladas. A doutora Patrícia Vanderborght alerta para os riscos à saúde pública, enfatizando que o retorno do sarampo nos EUA já é uma realidade. A decisão levanta questões sobre a eficácia da vacinação e os padrões de saúde pediátrica, refletindo um debate mais amplo sobre imunização e saúde pública no país.

Compartilhe esta notícia