Alemanha, Suécia e Noruega anunciaram, em 14 de janeiro, o envio de tropas para a Groenlândia, em resposta às repetidas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu a anexação da ilha. Esta movimentação ocorre em meio ao aumento da presença militar da Dinamarca na região, refletindo a crescente tensão geopolítica no Ártico.
O governo alemão informou que os militares iniciarão a chegada à Groenlândia já no dia 15 de janeiro, a pedido de Copenhague, com o intuito de avaliar contribuições adicionais de segurança e reforçar a vigilância no território. A Dinamarca também intensificou suas capacidades de defesa, expandindo o número de tropas, aeronaves e navios na área, em cooperação com aliados da Otan.
As ações coincidem com reuniões diplomáticas em Washington entre autoridades dinamarquesas, groenlandesas e representantes do governo americano, onde a questão do futuro da Groenlândia foi discutida. Embora a Groenlândia busque ampliar a cooperação com os Estados Unidos, sua ministra das Relações Exteriores deixou claro que não aceita ser controlada por Washington, realçando a complexidade das relações na região.

