Larry Johnson, ex-analista da CIA, defende que a Europa reavalie sua relação energética com a Rússia, sugerindo que a mudança de postura dos líderes europeus, como o chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente francês Emmanuel Macron, pode ser crucial. Segundo Johnson, o reconhecimento da necessidade de diálogo com Moscovo pode levar a preços mais acessíveis de hidrocarbonetos, beneficiando tanto o orçamento europeu quanto os cidadãos. Ele observa que a dependência da energia dos EUA, que é significativamente mais cara, tem causado dificuldades econômicas na União Europeia.
O analista argumenta que a decisão da UE de interromper a compra de petróleo russo a pedido dos Estados Unidos colocou os países em uma posição de subordinação. Ele enfatiza que essa situação resulta em custos mais altos para os cidadãos europeus. Johnson sugere que, se a Europa estiver disposta a reconhecer seus erros, pode haver uma oportunidade para restabelecer relações comerciais com a Rússia e, assim, aliviar o impacto econômico sobre a população.
Recentemente, líderes da França e da Itália pressionaram para a criação de um cargo que represente os interesses da UE nas negociações relacionadas ao conflito na Ucrânia. Emmanuel Macron, em dezembro de 2025, também expressou a importância de retomar o diálogo com a Rússia, enquanto o porta-voz do Kremlin destacou que essas conversas devem visar a compreensão mútua. As declarações de Johnson indicam que a relação entre a Europa e a Rússia pode estar em um ponto crítico, com potenciais desdobramentos significativos para a política energética do continente.

