Os fundos de crédito privado enfrentaram um final de 2025 desafiador, com captação líquida negativa acumulada de R$ 8,1 bilhões, após resgates de R$ 22,5 bilhões em dezembro. Os fundos de renda fixa também sofreram, registrando saídas líquidas de R$ 76,3 bilhões no último mês do ano, refletindo um ajuste mais amplo na indústria. Apesar das dificuldades, a liquidez das carteiras impediu impactos significativos nos preços dos ativos, conforme relatórios de gestoras como a Sparta.
No cenário de investimentos, os fundos de infraestrutura se destacaram com uma captação positiva de R$ 49 bilhões em 2025, mesmo com uma saída líquida de R$ 2,4 bilhões em dezembro. A rentabilidade dos fundos de renda fixa ficou abaixo do CDI, gerando preocupações sobre seu desempenho futuro. As gestoras indicam que o comportamento dos fluxos de investimento foi crucial, e a pressão sobre os spreads pode continuar, especialmente com a expectativa de uma queda na Selic em 2026.
Para o ano de 2026, o alerta é de uma maior cautela no mercado de crédito. As gestoras preveem que a redução das taxas de juros pode melhorar os fundamentos das empresas, mas também diminuir o suporte para a renda fixa, afetando a dinâmica do crédito. A continuidade dos resgates pode impactar a liquidez dos fundos, exigindo uma vigilância atenta em um cenário de incerteza eleitoral e ajustes nos spreads.

