Em dezembro de 2025, o governo central do Brasil, que engloba o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, apresentou um superávit primário de R$ 22,107 bilhões. Esse resultado, divulgado pelo Tesouro Nacional, se destaca em relação ao déficit de R$ 20,172 bilhões registrado em novembro. O valor também superou as previsões do mercado, que apontavam uma mediana de superávit de R$ 16,850 bilhões.
As receitas totais do governo central tiveram um aumento real de 2,5% em comparação com dezembro de 2024, enquanto as despesas cresceram 3,1%, já ajustadas pela inflação. Apesar do superávit, o número foi inferior ao registrado em dezembro de 2024, quando o saldo positivo foi de R$ 24,106 bilhões. Para o fechamento do ano, o governo reportou um déficit primário de R$ 61,691 bilhões, representando 0,48% do PIB.
Esse resultado de 2025 foi menos negativo do que as expectativas do mercado, que previam um rombo ainda maior. A meta fiscal do ano anterior previa um déficit zero, mas com exceções que permitiram um limite de 0,25 ponto do PIB. O crescimento das despesas e das receitas reflete a complexidade da gestão fiscal brasileira e os desafios contínuos enfrentados pelo governo na busca por equilíbrio financeiro.

