Em 8 de janeiro de 2026, o governo espanhol e a Igreja Católica estabeleceram um acordo para indenizar vítimas de abusos sexuais por membros do Clero. O entendimento, assinado pelo Ministério da Justiça e pela Conferência Episcopal Espanhola, visa oferecer compensações a vítimas que não podem recorrer à Justiça, principalmente devido à prescrição de seus casos.
O novo sistema permitirá que as vítimas apresentem queixas à Defensoria do Povo, que sugerirá reparações que podem incluir compensações financeiras, morais, psicológicas ou restaurativas. Caso as propostas não sejam aceitas, uma comissão formada por representantes da Igreja, do Estado e das vítimas analisará as solicitações, com a decisão final cabendo à Defensoria.
Esse acordo é considerado um avanço significativo após anos de hesitação e falta de transparência por parte da hierarquia eclesiástica. O presidente da Conferência Episcopal ressaltou a importância desse movimento como parte de um caminho já trilhado, buscando reparar os danos causados e garantir que as vozes das vítimas sejam ouvidas.

