A votação do impeachment do presidente Julio Casares, do São Paulo, foi remarcada e ocorrerá de forma presencial no Conselho Deliberativo. O encontro permitirá que Casares se defenda das acusações de má gestão orçamentária e venda de atletas a preços inferiores ao valor de mercado. A convocação reafirma a exclusividade do voto presencial, ignorando pedidos para um formato híbrido, o que gerou preocupações sobre o comparecimento dos conselheiros.
O processo de impeachment enfrenta confusões normativas, pois o Estatuto do clube apresenta contradições sobre a quantidade de votos necessários para a destituição. Enquanto o artigo 112 exige dois terços dos votos, o artigo 58 sugere que 75% é necessário para a aprovação. Apesar das dificuldades, a votação ocorrerá em janeiro, com alguns conselheiros fora da cidade, o que pode impactar o resultado.
Caso Casares seja afastado, ele também será banido do clube, mas se optar por renunciar, permanecerá no Conselho Consultivo. O apoio do Conselho Consultivo, que emitiu parecer contrário ao impeachment, pode influenciar a percepção dos conselheiros. A situação se assemelha ao caso do ex-presidente Carlos Miguel Aidar, que enfrentou um processo similar em 2015.

