Inadimplência e endividamento em SP permanecem estáveis em janeiro de 2026

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Os índices de endividamento e inadimplência na cidade de São Paulo se mantiveram estáveis em janeiro de 2026, com 68,9% e 19,9% dos lares afetados, conforme dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em comparação a dezembro de 2025, esses números apresentam uma leve redução, quando os índices eram de 69% e 20%, respectivamente. A pesquisa revela que mais de 3 milhões de famílias estão endividadas na capital paulista, com cerca de 892 mil enfrentando contas em atraso.

A entidade atribui a estabilidade dos índices à moderação da inflação e ao aquecimento do mercado de trabalho, fatores que têm ajudado as famílias a gerenciar melhor suas finanças. Contudo, a FecomercioSP também observa uma deterioração no perfil das famílias inadimplentes, sugerindo que a melhora pode ser limitada. O tempo médio de atraso nos pagamentos aumentou de 62,6 dias em dezembro para 64 dias em janeiro, o que indica um desafio contínuo para os consumidores.

Além disso, a parcela de lares que não consegue quitar suas dívidas permanece estável em 8,8%. O cartão de crédito continua sendo a principal fonte de endividamento, afetando 79,8% das famílias endividadas, embora esse número tenha diminuído em relação aos meses anteriores. O financiamento imobiliário e os carnês também figuram entre as principais dívidas, refletindo um cenário complexo para a economia familiar em São Paulo.

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