Uma investigação realizada pelo Environmental Investigation Agency (EIA) concluiu que estruturas de hotéis de luxo e eventos da Fórmula 1 nos Estados Unidos podem estar construídas com madeira ilegalmente extraída da Amazônia. O estudo, que analisou fazendas e serrarias no Pará, destacou que o volume de madeira declarado por algumas propriedades era substancialmente maior do que o permitido, indicando a possibilidade de ‘lavagem de madeira’ e sua origem em áreas de exploração ilegal.
A análise do EIA revelou que as madeiras, potencialmente oriundas de terras indígenas, estavam sendo vendidas em grande escala e conectadas a empresas internacionais. O Ministério Público do Pará está investigando essas fraudes e organizou uma oficina com diversos órgãos para discutir soluções, recomendando a criação de um sistema digital de rastreabilidade do comércio de madeira, a fim de coibir irregularidades e garantir a transparência no setor.
As implicações da investigação são profundas, trazendo à tona a necessidade urgente de medidas mais eficazes no combate ao desmatamento e à exploração ilegal. A situação evidencia um problema sistêmico que compromete a integridade ambiental e a legalidade do comércio de madeira no Brasil, levantando questões sobre a responsabilidade das empresas estrangeiras que utilizam esses produtos. O relatório completo do EIA será publicado em breve, prometendo mais revelações sobre as práticas ilegais na cadeia produtiva da madeira na Amazônia.

